Pergunta:
Em 13 de maio de 1888, há 130 anos, o Senado do Império do Brasil aprovava uma das leis mais importantes da história brasileira, a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão. Não era apenas a liberdade que estava em jogo, diz o historiador Luiz Felipe de Alencastro, autor do trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul, um dos maiores pesquisadores da escravidão no Brasil. Nesta entrevista para a BBC Brasil, o historiador fala ainda sobre a origem da violência do Estado atual contra os negros, afirma que a escravidão saiu da pauta e passou a ser vista como um passado distante, apesar de não ter acabado há tanto tempo assim, e critica o uso da palavra “diversidade” para se referir aos negros”. A respeito da escravidão no Brasil sob a perspectiva de Luiz Felipe de Alencastro, é correto afirmar que: Selecione uma alternativa: a) a obra “trato das viventes” é um retrato da formação econômica e cultural do Brasil que, superficialmente e entre linhas, mostra a escravidão presente na sociedade e no Estado. b) um marco na história mundial que contribuiu significativamente para a redução da importação dos negros para escravidão no Brasil foi a declaração da Inglaterra, no início do XIX, sobre a ilegalidade do tráfico negreiro. c) mesmo com o sistema do tráfico negreiro já declarado como ilegal, o historiador relata a violência, os açoites, punições utilizadas contra os negros que se revoltavam contra esse sistema. d) um dos poucos setores da economia em que o regime de escravidão não era aplicado era o da agrária de exportação colonial, mas, o racismo era preponderante. e) é indubitável que o escravismo brasileiro era uma instituição sólida e reconhecida e, portanto, sendo sua extinção uma luta radical dos não escravos.
A perspectiva de Luiz Felipe de Alencastro sobre a escravidão no Brasil destaca-se pela crítica ao distanciamento contemporâneo em relação a esse passado e à violência persistente contra os negros. Portanto, a alternativa correta é a letra C.
A obra “Trato dos Viventes” não apenas retrata a formação econômica e cultural do Brasil, mas também evidencia, entre linhas, a presença arraigada da escravidão na sociedade e no Estado.
O historiador destaca a ilegalidade declarada pelo Reino Unido, no início do século XIX, como um marco significativo na redução do tráfico negreiro para o Brasil.
Mesmo após essa declaração, Alencastro relata a persistência da violência, açoites e punições contra os negros que resistiam ao sistema.
Contrariando a noção de setores isentos, ele ressalta que o racismo era preponderante em todas as esferas, inclusive na agrária de exportação colonial.
#SPJ1